segunda-feira, outubro 20, 2014

cosplay furadíssimo de irmã dulce

A mulher do vizinho que deu a briga aqui na vila e fomos parar na delegacia, hoje veio conversar com a minha mãe com bandeira de paz "me sinto muito mal em não dar bom dia pra você e pra sua filha". Mas quem não conhece que te compre, viu santa. E ainda vem falar com a minha mãe que é uma banana, porque se vem falar comigo ia escutar o mundo.

A pessoa é casada com um top 10 maiores merdas que já conheci, corrobora todos os lixos que o marido merda fala, tais como:
- a vila não deveria ter animais
- seus cachorros deveriam ficar presos em casa
- minha filha corre risco de pegar doença por causa dos seus cachorros
Etc.

Um dia inclusive já paramos na delegacia, naquele que ficou conhecido como o episódio "o dia que entrei no camburão da polícia", comigo metendo dedo na cara e dizendo "VOCÊ . É . UM . MERDA", para gargalhada dos policiais de plantão.

Hoje, a mulher do merda pega a minha mãe pra Cristo numa conversa furadíssima de "o vizinho é nosso parente, devemos nos aproximar, passado é passado". Claramente essa delusional não conhece a relação que tenho com a minha família pra dizer uma coisa dessas.

Querida, você jura que eu vou cair na sua conversa?

Mas nem fudendo.

domingo, outubro 12, 2014

dicas de concurso público

Pelo menos duas vezes por mês alguém me escreve contando uma história triste e pedindo uma luz no fim do túnel. A minha história todo mundo sabe. Obesíssima, sem conseguir emprego nem pra vendedora de loja (não contratam obesos), desempregada e sustentada pela minha mãe. Uma faculdade sem conclusão e baixa auto estima. Me sentia um cocô porque via todos os meus amigos encaminhados enquanto eu estava presa chafurdando numa merda sem fim. Uma apatia enorme, me sentia menor, burra, sem capacidade de nada etc. Vivia um dia de cada vez, sem plano nenhum, pois pensar no futuro era sinônimo de depressão.

Em janeiro de 2007, minha mãe teve uma conversa definitiva comigo. Me deu uma acordada, sabe. Filha, o que você quer pra sua vida? E aí eu falei tudo. Sobre a faculdade enrolada. Sobre eu saber que não teria emprego na área privada e tal. E ela. Então, o quê você quer? E aí eu falei. Preciso estudar pra concurso, é a única saída.

Claro que a conversa foi bem longa. Funcionou como um pontapé inicial. Eu precisava agir.

Abandonei oficialmente a faculdade que, rysos, já estava abandonada há muito tempo. E me inscrevi na Academia do Concurso Público aqui no Rio. Fiz 4 cursos. Judiciário, bancário, mais um módulo de língua portuguesa e um de matemática. Acho que durante uns 6 meses, fiz todo e qualquer concurso que via pela frente. Depois foquei os concursos, percebi que assim teria mais chances, porque quando focamos um determinado tipo de concurso, não perdemos tempo estudando todas as matérias, ficamos só com aquelas comuns daquele nicho de prova.

Fiquei o ano de 2007 inteiro estudando. No curso e em casa.

Em 2008 veio a decisão mais difícil. Eu deveria sair do Rio. Percebi que no Rio, eu poderia até passar, mas demoraria para ser chamada e a minha situação era urgente. Com os concursos focados, viajei 3 vezes. Passei nas 3. Fui chamada em 2. E só não viajei mais fazendo prova, porque o dinheiro não dava. Foi super difícil ficar longe do Rio, mas a facilidade de um concurso nacional é essa. Você pode pedir transferência depois de 2 ou 3 anos. E aí você volta pra sua cidade. Fazer  concurso pra tribunal de justiça estadual, por exemplo, não te dá isso. Mas dá pra fazer esse concurso pro seu próprio estado e depois pedir transferência de cidade.

Eu decidi fazer apenas concursos grandes, desisti de concursozinho de prefeitura, depois que passei um perrengue em uma cidade da baixada fluminense. A gente aprende a ficar escolado e fugir de cilada. A questão é que algumas prefeituras pequenas lançam concurso com cartas marcadíssimas. Esse concurso específico que fiz foi super mal divulgado, eu só soube porque era a louca dos concursos, sabia de tudo. No dia da prova, na minha sala a conversa era:

- Você é filho de quem?
- Sou filho do vereador tal e você?
- Sou filho do secretário tal.


Naquela altura eu não tinha pescado o golpe. Pesquei no dia da minha posse (sim, eu passei e os filhos dos políticos, não). A mulher dizendo "aqui é um salário mínimo sem ajuda nenhuma, tem certeza que você quer?". A mulher fazendo de tudo pra eu assinar a desistência. Insisti se a prefeitura não daria nenhuma bonificação e ela estava irredutível. Percebi que o concurso era aquilo mesmo, ela pro filho do vereador passar e poder ganhar um salário de 10 mil enquanto o edital dava apenas o mínimo. Fui a pedra no sapato deles, aparentemente a banca era honesta e eu passei em primeiro lugar. Se eu insistisse, não teria nenhuma bonificação. Com medo de ser morta pela milícia (tô falando sério), assinei a desistência. Esse tipo de concurso existe aos montes. Fuja de concurso de prefeitura pequena.

Resumindo porque eu acho que o post já está muito grande:

- Busque fóruns de concurso pela internet. Eu usava muito o fórum do PCI. Aliás, esse site é maravilhoso. Ali tem no menu os concursos abertos dividido por regiões, há os previstos etc. O fórum é bom porque te ajuda a criar essa sabedoria de concurso. Saber qual estado escolher, se chama muita gente, se tem vaga, se vale a pena etc.

- Se possível entre num curso preparatório. Sei que nem todo mundo tem dinheiro, mas é um investimento que vale a pena. Seja humilde também, não faça igual minha prima que no primeiro curso fez "polícia federal". Auditor da receita, banco central, isso é a nata a ser feita depois, quando você já está muito afiado e passou em alguma coisa antes. Comece de baixo, do contrário é jogar dinheiro fora. Minha dica é iniciar com: inss, banco do brasil, caixa econômica, bndes e tribunais de justiça.

- Depois dos cursinhos, escolha uma linha e siga nela. Ex: banco, judiciário, previdenciário. Foque que isso sempre dá mais chance.

- Compre apostilas para estudar em casa depois do cursinho acabar. As minhas eu comprava/compro na Vestcon.

- Tem que desistir de algumas coisas. 2007 provavelmente é ano em que menos saí com amigos na vida. Só ia em aniversário. Até formatura de amigo declinei de ir porque tinha uma prova no dia seguinte. A vida é feita de escolhas difíceis.

- Pesquise provas antigas do concurso que você fará. De um modo geral, pesquise provas da mesma banca. Eu tenho uma facilidade maior com a Cespe, mas tem gente que odeia. Eu não curto a FCC e por aí vai. Cada um tem sua linha. Descubra a sua.

- Pesquise sobre notas de corte. Na minha época as notas do Nordeste eram as mais altas (boooom na cara dos preconceituosos), eu fugia de fazer prova no Nordeste. As notas mais baixas eram do Norte e Centro-Oeste. Paraná e Rio também tinham uma média alta, mas Santa Catarina e São Paulo (pasme) eram  pólos mais tranquilos. De 7 anos pra cá, pode ter mudado, por isso pesquise as regiões caso você tope sair do seu estado.

- Se topar sair do estado, só faça prova fora quando estiver afiado. Não se meta a gastar dinheiro com avião e hospedagem se começou a estudar ontem. Estude em casa, faça cursinho e só depois de uns 6 meses (tempo estipulado por mim, cada um tem seu tempo) tope um concurso fora.

- Concurso não trabalha com imediatismo. É basicamente um ou dois estudando até passar em algum e ser chamado. Persevere.

segunda-feira, outubro 06, 2014

"os miseráveis do bolsa família"

Nós podemos pensar que a pessoa defende o voto censitário por ser ignorante em uma série de fatores, mas eu acho que é má fé mesmo. Em época de eleição nós conseguimos dar uma boa peneirada nas pessoas. Em quem tem disposição para debater ideias e respeitar voto alheio e em quem destila preconceito em todas as formas.

"Proíba os beneficiários do bolsa família de votar e verás Dilma perder metade dos votos".

Amigo, proibissem o voto de protesto e veríamos uma Marina mais reduzida ainda. Proibissem a classe média de votar e veríamos um Aécio quase sem votos. Mas sabe por quê não há proibições nos votos de determinados grupos? Porque vivemos em uma democracia. E a essência da democracia é todo mundo poder votar. Se você não compreende isso, não dá nem para iniciar um debate.

Sem contar que fica uma coisa elitista, bem cafona mesmo. Porque basicamente quem conclama o voto censitário são os mais abastados. O pobre não pode votar. Afinal, ele é menor na sociedade, nós, os abastados, os que carregam esse país nas costas, não podemos admitir que o voto deles tenha o mesmo peso do nosso. O debate empaca aqui, não dá para ir além com desonestidade intelectual.

Em 2008, todos os bairros de classe média e alta do Rio de Janeiro votaram em Gabeira. Eu votei no Gabeira. O subúrbio votou em Paes. Paes ganhou e aí eu tinha duas opções.

1) Passar vergonha junto com meus amiguinhos do Leblon e pedir a separação da cidade, igual fazem volta e meia com a ideia de voltar o estado da Guanabara.
ou
2) Aceitar o resultado, pois veja só você, vivemos em uma democracia.

Fui de opção 2. Sempre que perco uma eleição, vou de opção 2. Faz parte do jogo, faz parte da vida.

Ter ido de opção 2 me fez fazer uma reflexão mais profunda sobre a discrepância de votos do meu candidato. Acredite, consegui achar uma explicação. E não foi a explicação mais batida (e cafona, one more time) de "o pobre é curral eleitoral, é massa de manobra, nós ricos somos a classe intelectual desse país", porque nós sabemos que a elite do país está longe de ser intelectualizada. A esquerda fracassou nas periferias, não está presente nas áreas mais pobres (a igreja evangélica está, ponto para ela). A esquerda se fechou em guetos, não fala a língua da população (com raríssimas exceções). Os ambientalistas não aceitam diálogo com os produtores rurais e industriários. As alianças são constantemente bombardeadas, mas falta ver que não se governa sem elas. Todos os erros do Gabeira estavam ali. Paes não ganhou porque o subúrbio é burro, Paes ganhou porque o subúrbio escolheu ele como o melhor. A quem perdeu, cabe a resignação e a reflexão desse recado.

Hoje quem vota em Dilma também deve refletir. Sobre o mapa de votação nos estados, minha maior reflexão é o Centro-Oeste sempre votar psdb. Há razão para isso. E as reivindicações dessa população são justas, mas a esquerda não me parece alinhar nisso, batem numa tecla equivocada de ambientalismo x fazendeiros que está longe de ser a verdade. Em contrapartida, os eleitores do Aécio precisam entrar numa reflexão profunda sobre o Norte e o Nordeste, precisam superar o preconceito para entender a votação maciça em Dilma. O Centro-Oeste mandou seu recado. Norte e Nordeste também. Resta saber se PT e PSDB estão aptos a entender a mensagem sem cair no erro "eles são ignorantes, não me entendem".

terça-feira, setembro 30, 2014

preferia o pablo

Jesus amado, mas o que tá sendo essa fazenda? Mudei total meu top 3. Sigo amando Cristina Mortágua, mas Felipeh e Lorena não dá, né gente? Embora sejam super necessários no jogo. Igual Diego Cristo, escrotíssimo, não podem sair cedo, precisam continuar para sair lá na frente com recorde de rejeição.

Sabe uma coisa que tem me incomodado muito? Falar sobre idade e aparência física. Maroni é horrível? Sim. É desnecessário? Sim. É babaca? Sim. Mas numa discussão, amigo, eu tenho tanta coisa pra usar contra ele, que usar a idade torna tudo infantil, saca? Imagina chegar pra Hitler e dizer "querido, seu bigode é ri-dí-du-lo". Com tanta coisa para ser colocada na roda, nego vai usar idade? "Seu velho". Acho horrível. Igual criticar plástica. Você pagou alguma coisa? Então, você não tem nada a ver com isso. Fica parecendo essa corrida presidencial com Marina chamando Dilma de gorda. Vamos evoluir um pouco a discussão, por deus.

Dh está sendo uma grata surpresa. Heloisa Faissol é hoje minha favorita.


Tava vendo a galera no twitter. O mundo tá odiando Felipeh Campos e eu tava aqui puxando na memória alguém que tenha sido mais detestável do que ele. Lembrei do Inominável (o duende verde, me recuso a dizer o nome). Eu acho que o Inominável se segurava ainda porque tinha mais ou menos uma ideia do que agradava, mas deu o azar de pegar Monique Evans e Joana Machado pela frente que destruíram todas as jogadas dele. E elas desenharam para o público "olha aqui quem é esse merda" etc. De uma certa forma, se não fossem as duas, Inominável podia ter enganado muita gente. A mim nunca enganou. E é justamente essa noção que o Felipeh não tem. A Lorena idem. Mas o Felipeh é pior porque ele sai xingando de velho, de plastificada, de paquita erótica, de bunda caída, de gorda, de velha e tal. E depois entra com o discurso "eu falo na cara", como se isso fosse uma qualidade. Afinal de contas, o Brasil abraçou Joana, só não abraçou Nicole porque tinha uma Vivi no meio. Errou o tom. Pensou que poderia repetir a receita, mas ninguém curte o mesmo roteiro duas vezes. E confundiu as coisas também, virar para um merda e dizer "você . é . um . merda" é uma coisa, virar para Pepê e Neném e reclamar da roupa "vocês deveriam ser mais femininas" oi? é uma coisa completamente diferente. Chama Sorvetão de gorda, de acabada, se refere à Mortágua como uma senhora de 60 anos (ela tem 44 anos, ele tem 40). Faz pelo prazer do veneno. Se perdeu bonito e pode entrar pra história como uma das pessoas mais detestáveis dos realities no Brasil.

segunda-feira, setembro 29, 2014

não passarão

Levy Fidelix disse hoje, no debate para presidente, em rede nacional, que homossexuais precisam ser tratados longe dele. Bem longe. Tais como os guetos que os nazistas criaram e depois foram mudados para campos de concentração. Choca o discurso de ódio. A ignorância alheia choca muito. "Estamos com 200 milhões de habitantes, se continuar como está, daqui a pouco teremos 100 milhões". Homossexualidade é tipo a peste negra, né? Sai matando todo mundo. Sai convertendo todo mundo. Afinal, você só é hetero porque foi influenciado a ser, imagina os homossexuais influenciando nossas crianças e blablabla. O cara fala isso sem pudor algum em rede nacional. Fala sobre a maioria esmagar a minoria. Desconhece princípios básicos da democracia. Não espanta um cara desses ser candidato. Espanta é ele ter adeptos. Espanta é ter um vizinho que pensa assim, um colega de trabalho, um colega de faculdade, um parente, espanta ir ao médico e no consultório sempre ter uma pessoa falando pejorativamente sobre seres humanos, espanta pegar o ônibus e escutar a conversa da frente. O ódio está por todo lado, em todos os lugares. Conheço muitos Levys, mas não esmoreço. Se querem falar a plenos pulmões essas barbaridades, também terão que me ouvir, todos eles. Que um dia eles serão lembrados como os racistas escravocratas que tratavam o negro igual a um animal. Um dia suas declarações serão mostradas nas escolas. Olha esse homofóbico aqui mandando os homossexuais para guetos, lhes tirando a condição de dignidade humana. E a criança vai olhar e pensar ainda bem que não é mais assim. Somos todos iguais.

sábado, setembro 27, 2014

dramas de uma piriguete

Uma unha minha quebrou, comprei uma postiça pra colar no lugar, mas a postiça é menor do que todas as minhas unhas verdadeiras. Fui em 3 farmácias e não achei unha grande, tô quase mandando inbox pra Alcione pra saber onde as dela são compradas.

Help, amiga.

sexta-feira, setembro 26, 2014

tenho pavor de militante

Não sei se já contei aqui, mas meu novo professor de inglês é mega gostoso. Inclusive já mandei fotos pra algumas pessoas. GOS-TO-SO.

Daí hoje chego no curso e quem tava dando a aula era uma cover da Sininho black bloc.

TIVE PAVOR.

Juro por deus. Achei mesmo que fosse a Sininho e fui procurar no google o nome dela pra ver se era o mesmo. Elisa Quadros. Respirei aliviada pois não era esse o nome da professora.

Passou a aula falando sobre política e candidatos do psol . numa . aula . de . inglês.

Até voto no psol, viu. Menos pra presidente, porque aqui é Dilmão. Mas meu deus do céu, como militante de esquerda é chato pra caralho, né? Tudo tem seu lugar. Nego quer militar em todas as esferas. Não dá, sabe. Vamos relaxar um pouco, please.

Ela falando sobre votar na Luciana Genro (não vou, sorry) e votar no Tarcísio (nesse vou). E minha vontade era dizer. Pretendo votar no Pastor Everaldo e no Crivella, apenas para ver a cara de choque dela, essa galera precisa acordar um pouco pra vida, mas me limitei a ter preguiça enquanto olhava um livro de inglês na esperança de aprender alguma coisa.

Espero que a substituição do prof seja apenas essa semana. Quero meu gostoso de volta, além de lindo, dá aula de inglês de verdade.

quinta-feira, setembro 25, 2014

¯\_(ツ)_/¯

Tava contando outro dia no twitter que eu amo estudar na uerj, mas é triste conviver com o sistema da idade das pedras na hora de alterar alguma disciplina. Na Ufrj, por exemplo, é tudo online. Na Uerj, a inscrição é online, super beleza, mas a alteração é feita na secretaria somente pelo funcionário. E não para por aí.

O mais bizarro é que algumas turmas têm tipo 40 vagas e 50 inscritos. Daí esses 10 que sobram precisam passar por uma via crucis que inclui:
1) Ser recusado na matéria por falta de vaga
2) Ter que implorar pro professor abrir vaga na turma
3) Caso o professor aceite, ele vai na secretaria na hora e quando ele quiser abrir as tais vagas
4) Aluno precisa adivinhar esse momento numa mesa branca espírita e correr pra secretaria tentar a inscrição.

Ou seja, a vaga só abre quando o professor senta com o funcionário da secretaria e fala "vamos abrir 10 vagas, pois não aguento mais esses maconheiros no meu pé".

E essas vagas não são nominais. O professor não pode escolher o aluno. Abriu a vaga, elas ficam ali pra qualquer um que entrar primeiro na secretaria.

Resultado. O prazo de alteração e reinscrição de matérias dura uma semana  e rola cenas bizarras do naipe o aluno ir TODOS OS DIAS NA SECRETARIA enfrentar fila pra tentar uma vaguinha.

Enfim. Tudo isso apenas para contar meu dia de hoje.


Eu tive um conflito com uma matéria e precisava trocar. Munida de várias alternativas, fui na secretaria hoje. No momento em que entrei, vi um professor fodão, que teve 65 inscritos pruma turma de 40 vagas, saindo da secretaria e pensei: ele acabou de abrir vagas. Eu nem estava inscrita na matéria dele, mas decidi ali tentar, pois eu consertaria o conflito na minha grade de boa.

Não deu outra. Consegui vaga na turma mais concorrida do período, que nem era minha turma preferencial e que eu nem estava inscrita de primeira. Saí de lá animadíssima contando pra deus e o mundo o meu feito. Eis que uma menina aleatória no corredor vira diz.

- Poxa, eu me inscrevi, mas fiquei sem a vaga. Fui lá agora e não tinha mais. Você roubou a minha vaga.

Essa é a Uerj, amigos. A vida é dura.

quarta-feira, setembro 24, 2014

longe de mim atrapalhar o almoço das pessoas

As vezes eu conto as histórias que eu passo dentro do 222 e as pessoas acham que é tudo mentira, né? Tipo essas coisas do caminho sempre ser diferente porque motorista do 222 não segue roteiro não, ele inventa lugares novos todo dia pra passear no Rio de Janeiro.

Mas a história de hoje eu nunca tinha passado.

Peguei o ônibus em direção ao porto, na ideia dele dar a volta e me levar pra Uerj. Motorista estaciona o ônibus em frente ao Cais do Valongo, a cobradora desce e vai comprar duas quentinhas. 

Até aí, beleza, vamos respeitar a classe trabalhadora pois todo mundo almoça e não custa nada esperar ela comprar a comida.

Cobradora volta com as quentinhas e os . dois . começam . a . comer . ali . dentro . do . ônibus . parado.

Q

Minha cara de "amigo, você jura que vai parar a viagem pra almoçar?".

- Estamos morrendo de fome.

Rysos.

- Acho que vocês deveriam almoçar no ponto final, mas quem sou para determinar isso.
 
Voltei pro meu assento e esperei.


Essa é a minha vida. Esse é o meu ônibus.

quarta-feira, setembro 17, 2014

o rio de janeiro continua lindo, porém ruim

O Gregório, que é carioca, escreveu um texto semana passada sobre as coisas boas de São Paulo e detonando o Rio de Janeiro. Eu ri, pois concordei com tudo. E a principal diferença que eu sinto das duas cidades é o táxi. Em São Paulo, raros são os taxistas que não aceitam cartão. Experimenta pedir pagamento em cartão no 99 ou no easy no Rio de Janeiro, vai mofar esperando resposta, nunca tem. Se for pago em dinheiro, o paulista nunca te dá o troco a menor. Aliás, o paulista geralmente carrega as moedas mesmo. Se o troco é 70 centavos, 70 centavos você terá e, quando não, ele te devolve 1 real.

No Rio de Janeiro a corrida dá 12,30. Você dá 15 reais. O taxista te devolve 2 reais. E fica por isso mesmo, sabe por quê? Porque ninguém reclama. Porque ninguém quer se estressar por causa de 70 centavos. E fica uma coisa meio institucionalizada mesmo. Quem reclama é muquirana, miserável. Onde já se viu reclamar por centavos na cidade mais linda do Brasil e blablabla.

Prefiro morar em São Paulo.

Hoje aconteceu isso aí e reclamei na prefeitura. Não apenas pelo troco, mas pelo taxista colocar bandeira 2 fora do horário também. Você reclama e ele te chama de miserável. RYSOS. Não é por 70 centavos (beijos, Sininho), é pela falta de respeito mesmo.

E como eu trabalho também atendendo o público, sei bem onde esse público erra. Ele erra em não reclamar. Em não exigir seus direitos. Atendo todo mundo de forma cordial, mas tenho colegas de trabalho que são super grosseiros e até hoje não receberam nenhuma reclamação no órgão que nos regula. Se todo mundo que foi escrotizado reclamasse, duvido que ainda estariam lá. 

Mesma coisa o táxi. Provavelmente fui a primeira a reclamar dele. A minha reclamação sozinha não surte efeito nenhum, mas imagina se todos os clientes descontentes fizessem o mesmo? A prefeitura podia ter um respaldo para cassar sua licença.

Mas o problema é esse. Ninguém reclama.

segunda-feira, setembro 15, 2014

a fazenda 7

Tentarei acompanhar, mas acho difícil por causa da faculdade. Os horários da record são super escrotos. BBB começa as 22:30, a fazenda já teve dia de começar meia noite, sabe, sem condições. Mas aí estão minhas apostas.

Top 3:
Lorena Bueri
Está forçando uma Joana Machado? Com certeza. Mas merece pontos em fazer acontecer, em movimentar enquanto muita gente entra com discurso de paz e amor. Em 24 horas meteu o dedo na cara do insuportável do Maroni duas vezes. Musa absoluta.







Cristina Mortágua
Arrisco dizer que é o maior nome dessa edição. Não fica quieta e barraqueia até o cu fazer bico. Tenho muito carinho por essas musas do passado, por tudo que elas sofrem quando o tempo passa etc. Morri de amores por Monique e Rita. Odiei Gretchen. Espero que Cristina fique na primeira lista, até porque amo o filho dela.


Felipeh Campos
Muitos não sabem quem é. Ele simplesmente tirou Agnaldo Timóteo do armário em rede nacional e nos gerou uma das melhores frases da televisão brasileira: "Não sou assumido nem desassumido, sou apenas Agnaldo Timóteo".




 Purgatório - preciso de mais tempo para avaliar
Mc Brunninha
Chorou muito, né? Uma vibe meio Mari Alexandre, me incomodou super. Porém, ganha pontos por ter ido ao tribunal de justiça com Anitta numa briga motivada por... PIROCA. Espero que faça jus.

Andréia Sorvetão
Foi paquita, é casada com um dos caras mais sem sal, o Conrado. Aparentemente tudo perfeitinho, muito zzzzz. Quem é muito quieto na mídia esconde o monstro do lago Ness dentro de si. Espero que seja vilã e surpreenda a todos.

Babi Rossi
Nega já foi nora de Luma de Oliveira, amigos, não é pouca bosta não. E já raspou cabeça só para não perder o emprego em programa de quinta. É capaz de tudo. Acho válido.

Bruna Tang
Faço nem ideia de quem seja, mas pelo amor de deus, o papo de hippie pedindo boas vibrações? Não dou dois tempos (aka quando o efeito do rivotril passar) para despirocar tudo e barraquear até com a cabra.

Heloisa Faissol
Tem biografia lançada, O lixo do luxo. Vale a pena dar uma googlada. Muito potencial nessa aí. Mega delusional.

DH
Minha aposta? Mistura de Inominável com o Yudi da última edição. Corram.

Débora Lyra
Olha, já tinha até escrito texto detonando o primeiro dia dela, afinal foi a participante mais apagada de todos e precisa se movimentar, daí fui no google caçar foto e pá. Ela foi a miss que sofreu acidente e ficou não sei quantos dias internada.




Para manjar a rola:
Marlos Cruz
O mais inteligente do desafio. Percebeu rápido que a corda segurava ele, escalava o obstáculo e lá em cima pulava no chão, enquanto os outros desciam devagar.

Diego Cristo
Fiquei apenas com a curiosidade de saber o que a ex mulher fez para ele em rede nacional dizer "te perdôo, Michelle".










Who:
Leo Rodriguez
Nem sei quem é e nem bonito achei. Único ponto da sua participação a destacar seria a crise de riso que tive quando ele fez aquela dança ridícula se passando por sensual. Se toca, Jaime Arôxa.








Insuportáveis:
Roy
Estava odiando esse projeto de Maradona, porém confesso, me emocionei no lance da pedofilia. Se parar de babaquice do coração bão, tem um bom futuro pela frente. Mas tem vibe de ficar nessas de ser o irmão da galera e fuder tudo.

Robson Caetano
Primeira frase dele no programa é "vim pelas gostosas". Eu não sei que karma é esse da record ao escolher esportista, são sempre todos cagados, vide Viola e Dinei.

Oscar Maroni
Sabe quando a pessoa fica mais velha e começa a cagar regra? Então. Sei bem o que é isso, tenho 30 anos e faço faculdade com a galera de 20. Vejo gente fazendo muita merda, mas sabe o que eu faço? Olho e rio lembrando dos meus 20 anos. Faz parte da vida e deus me livre na minha época ter tido uma tia pau no cu mandando na minha vida e dizendo como as coisas devem ser feitas. Maroni é essa tia elevado a décima potência. "Eu sou psicólogo". Brother, não fode. O pessoal da casa precisa tomar cuidado, pois ele já está sendo excluído na sede com dois dias de convivência. O povo ama um excluído, daí para ser martirizado é um pulo.

terça-feira, setembro 09, 2014

no que se refere

Vou contar para vocês uma história muito triste.

Quando terminou o último debate pra presidente, corri pro instagram do Celso Kamura, maquiador da Dilma, para saber qual batom Dilma estava usando no dia, pois era lindo e tal e me veio uma necessidade absurda de comprá-lo.

A história triste é que até agora não obtive resposta.

Se alguém souber, HELP.

quarta-feira, setembro 03, 2014

banquei a esperta e me fudi

A inscrição em disciplinas pro próximo período da Uerj começou hoje. No clássico horário da meia noite. Fui entrar um pouco antes e tinha um questionário imenso pra responder. Pensei "opa, deixa eu responder isso aqui logo, pois quando der meia noite, fica tranquilo pra mim".

Respondi tudo. Voltei meia noite e rysos, o site dá indisponível. Nada que uma pessoa que ficou 5 horas na fila virtual da fifa, não consiga administrar. Até aí beleza. Entrei no xvideos pra dar uma ~relaxada~, depois vi um episódio de The Last Ship (super recomendo, inclusive) e voltei pro site 2 da manhã.

Ainda indisponível. Achei estranho e fui entrar no grupo do FB.

Descubro que todo mundo que respondeu o questionário antes se fudeu e não conseguiu abrir a página.

Quem deixou pra responder na hora, conseguiu realizar sua inscrição numa boa.


domingo, agosto 31, 2014

eu não sei quem é você

Sempre tive uma tendência a perceber os erros dos outros. De uns tempos pra cá percebi o óbvio: eu também erro. Não aprendi ainda como consertar, mas com certeza mudei de postura. Tive uma conversa com a minha mãe em abril bem significativa. É engraçado como eu demoro para processar as coisas. Meu tempo é lentíssimo. Não falo sobre o entendimento das situações, mas sobre o processo de digestão. Tive a conversa em abril, nós estamos em agosto e somente agora consigo falar. Somente agora foi digerido. Fica muito claro para mim. Não sou a filha que ela quis. Dói mais porque ela sempre foi a mãe dos meus sonhos, se eu tivesse escolha, seria ela mil vezes. Mas ela seria um mãe muito mais realizada se fosse mãe da Jô ou até da Rita. Ela é louca para ser avó e eu jamais realizarei seu sonho. Ela sempre quis cumplicidade na relação de mãe e filha e eu nunca consegui dar isso. Foi me cobrar nessa conversa. "Eu não sei quem é você". Acho tudo muito triste. Porque é uma incapacidade minha, nasci com essa peça faltando, na verdade acho que nasci com a peça, mas me foi roubada. O Fernando, fazendo as vezes de Bernardo, conseguiu falar sobre essa incapacidade no Livro do desassossego, lembro de pensar ao ler "taí, descobri porque sou assim". Jô é auxiliar de serviços gerais e tem dois filhos. Rita é uma delusional que engravidou do primeiro quando sentiu a idade pesar. Tenho reservas com as duas. Acaba machucando mais quando penso em uma situação hipotética da minha mãe em um plano superior escolhendo qual filha gostaria de ter. 1) Jô. 2) Rita. 3) Patricia. Tendo essas três opções, a ordem seria essa. A minha arrogância sai humilhada, pois me vejo melhor. Infelizmente ela não me vê assim. E como acredito mais nos valores da minha mãe, acabo baixando a bola, aceito a escolha. Veja bem, não estou falando de amor, não estou aqui levianamente questionando o amor da minha mãe. Jamais. Não é essa a questão. Sei da reciprocidade. A questão é a motivação desse amor. Amo a minha mãe mais por admiração do que por laços sanguíneos ou simplesmente na relação arbitrária de mãe e filha. Amo porque é a melhor mãe. O triste é perceber que o amor de volta é apenas uma questão de criação, é arbitrário. "Eu não sei quem é você". É a minha preservação. Mãe nenhuma merece. Fica tudo em suspenso. Ela quer saber, mas eu não tenho condições de contar quem eu sou de verdade. Isso implicaria abrir uma caixa de pandora. Das coisas capazes de moldar um caráter, de todas as tragédias, isso ninguém sabe. Ela sabe que tem alguma coisa aí, talvez no fundo até desconfie. Ela me conta um história de uma babá que eu tive. Um dia ela chegou no lugar mais cedo do que o habitual e me encontrou toda suja, faminta e com o carrinho virado de costas para a tv e eu tentando ver a tv virando o pescoço. Ela chora até hoje contando essa história. Já escutei mil vezes. "Eu não tinha com quem te deixar pra ir trabalhar, minha filha". Ela desaba contando isso, vai catando os cacos, se arrepende. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Então, eu não posso, sabe, dar a ela a minha cruz. Ela não teve culpa de nada. Fiquei vendo ela ali sentada, ouvi tudo quieta e fui relembrando mil coisas. Eu não tenho o direito de jogar tudo isso na mesa. Jamais faria isso. E mais uma vez vamos criando essa distância, ela interpreta falta de amor e falta de cumplicidade. Eu não posso sair desse papel do halo de gelo repelindo os outros (Fernando etc). A verdade é que esse papel me cai muito bem. E assim vou seguindo a vida.

quinta-feira, agosto 28, 2014

critérios para escolha de professor

Estava montando minha grade pro próximo semestre da Uerj.

Daí tenho que fazer linguística, que é tipo meu calcanhar de Aquiles na faculdade (quase pedindo uma ajuda pra Elenita do BBB 10).

O professor que eu gostaria de pegar está num horário impossível, pois conflita com outra matéria, acaba me sobrando 2 novos professores contratados. O que é um tiro no escuro, porque se são novos, não consigo informação nenhuma sobre método de avaliação etc.

Na dúvida, fiz o que qualquer ser humano normal faria, apelei para o facebook deles.

Uma professora está no doutorado e me parece super competente pelo lattes, mas não tem nenhuma informação além disso. Entrei nos perfis dos familiares. O irmão curtiu página Bolsonaro presidente. Desisti dela. "Poxa, mas não é ela, é o irmão blablabla". NEXT.

O outro professor tem o perfil todo fechado, só consegui visualizar as páginas curtidas e estava lá... RUPAUL'S DRAG RACE.

Meus olhos brilharam.

Escolhido meu professor.

Shantay you stay e é bom me passar nessa matéria em nome de RuPaul.